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20/11/2015 Banco do Brasil consegue lucrar 18 vezes o que
investe em patrocínios culturais.
Veja no Estadão.
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MURILO RODRIGUES ALVES - O ESTADO DE S. PAULO 13 Outubro 2015
Retorno em reportagens que citavam a marca do banco atrelada aos eventos chegou
a R$ 900 milhões, mostra levantamento de consultoria BRASÍLIA O Banco do
Brasil consegue lucrar com mídia espontânea até 18 vezes o valor que investe
nos patrocínios culturais. No ano passado, o maior banco do País aportou R$
49,3 milhões em projetos de cultura. O retorno em reportagens que mostravam a
marca do banco atrelada aos eventos chegou a R$ 900 milhões, segundo estimativa
de uma consultoria contratada pelo banco. Quase a totalidade desses
investimentos foi feita via Lei Rouanet. Apenas R$ 300 mil foram não tiveram
renúncia fiscal. O valor investido é próximo do que o banco gasta por ano para
a manutenção dos quatro Centros Culturais Banco do Brasil (CCBBs), em torno de
R$ 50 milhões. O retorno com investimento em cultura é muito superior ao que o
banco consegue com patrocínios esportivos. Nos aportes em modalidades
esportivas, como o vôlei, o retorno é de duas vezes o investido. Em alguns
casos, chega a três e meio, como no handebol. O patrocínio é usado não apenas
como exposição da marca, mas também como estratégia de negócio. "Temos
colocado cada vez mais os centros culturais e eventos patrocinados como grandes
diferenciais de relacionamento do banco com os clientes", explica Luís
Aniceto, diretor de estratégia de marca do BB. "Não é tão simples executar
com maestria. Se der qualquer problema, podemos perder boas oportunidades de
negócios", complementa., O BB abriu edital de sessão de espaço dos quatro
CCBBs, pela qual é possível utilizar a estrutura física de uma das quatro
unidades Belo Horizonte, Brasília, Rio e São Paulo para apresentação de
projetos. Em 2014, as quatro unidades receberam 5,3 milhões de visitantes. Até
agosto deste ano, o público já era de 3,5 milhões. Ao mesmo tempo, também está
aberto o edital para seleção de projetos que querem o patrocínio do banco em
todo o País. Neste caso, as propostas selecionadas contam com o apoio financeiro
do BB para execução dos projetos não apenas de culturais, mas também
ambientais, sociais, esportivos e de negócios. No ano passado, o BB recebeu
7.670 inscrições. Foram selecionados 404 proposta, das quais 382 apresentadas.
O banco investiu R$ 3 milhões nesses projetos. As inscrições para as duas
seleções vão até 8 de novembro. Os dois editais contam com uma comissão formada
por funcionários do banco que analisam as propostas de acordo com alguns
critérios, como brasilidade, visibilidade, risco, responsabilidade social,
democratização, valorização dos relacionamentos, satisfação dos clientes,
criatividade/originalidade, sustentabilidade e acessibilidade. Para ter o
projeto aceito para ser apresentado em um dos CCBBs, também são valorizados o
ineditismo e a memória cultural brasileira, a possibilidade de ações
multidisciplinares, a relevância cultural e temática e a contribuição ao
fortalecimento da diversidade cultural.
Este é o terceiro ano que o BB abre espaço para que projetos
patrocinados por outras empresas se apresentem nos centros culturais. Foi o
caso da turnê batizada de "Os filhos dos caras", com os descendentes
de Jair Rodrigues, Tim Maia e Wilson Simonal, com patrocínio dos Correios.